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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

OMS manifesta preocupação com ebola

Como qualquer fator de risco à integridade física da população mundial, a propagação do vírus ebola virou pauta da Organização Mundial da Saúde (OMS). A notícia abaixo provém de um acontecimento discursivo capaz de provoca emoções, tais como medo, pânico e alvoroço. A informação é tão forte que assemelha-se às previsões apocalípticas - Do autor (Kayc Pereira Alves).


Título original: OMS: epidemia de ebola é emergência de saúde pública mundial


Inaki Gomez / Spanish Defense Ministry / AFP:
Padre católico espanhol Miguel Pajares, que contraiu o vírus Ebola, sendo transportado de base aérea de Torrejon de Madrid para o hospital Carlos III em sua chegada a Espanha, no dia 7 de agosto



A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou nessa sexta-feira 8 que a epidemia de febre hemorrágica pelo vírus ebola, registrada em pelo menos quatro países da África Ocidental, é emergência de saúde pública de alcance mundial.

"A OMS aceitou as conclusões" da Comissão de Emergência Sanitária, que esteve reunida quarta 6 e quinta-feira 7 desta semana em Genebra, informou a diretora-geral da organização, Margaret Chan. Segundo ela, a comissão foi unânime em considerar que se verificam as condições de uma emergência de saúde pública de alcance mundial. Diante de uma situação que continua a agravar-se, é necessária uma resposta internacional coordenada para "travar e fazer recuar a propagação internacional do ebola", acrescentou.

A epidemia de ebola, que já causou a morte de cerca de mil pessoas desde o início do ano, com mais de 1.700 casos suspeitos, é a mais mais grave das últimas quatro décadas, destacou Chan. Ela disse que os países da África Ocidental mais atingidos - Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Nigéria - não têm meios para responder sozinhos à doença e pediu à comunidade internacional que forneça o apoio necessário.

A comissão alertou que os Estados devem estar preparados para detectar e tratar casos de ebola, além de facilitar a retirada de cidadãos, em particular pessoal médico, que estiveram expostos ao vírus da febre hemorrágica. Foi pedido ainda que os chefes de Estado dos países afetados devem "decretar estado de emergência" e "dirigir-se pessoalmente à nação para fornecer informações sobre a situação".

O responsável da OMS para a epidemia, Keiji Fukuda, adjunto de Margaret Chan, disse que a quarentena de pessoas suspeitas de infecção deve ser 30 dias, já que o tempo de incubação é 21 dias.

As pessoas que estiveram em contato com os doentes, à exceção do pessoal médico equipado com roupa protetora, não devem ser autorizadas a viajar.

Keiji Fukuda lembrou ainda que as tripulações de voos comerciais, que se desloquem a países afetados, devem receber formação específica e material médico para proteção pessoal e dos passageiros. "Impedir as companhias aéreas de viajar para esses países iria afetar a sua economia", observou Chan.

A comissão recomendou também que todas as pessoas que saiam de países afetados sejam examinadas nos aeroportos, portos e principais postos fronteiriços, mediante um questionário e medição da temperatura, devendo ser impedidos de viajar quaisquer casos suspeitos.

O vírus já causou pelo menos 932 mortos e infectou mais de 1.700 pessoas desde que surgiu, no início do ano, na Guiné-Conacri, de acordo com a OMS. A Libéria, a Guiné-Conacri e Serra Leoa decretaram estado de emergência. O vírus do ebola é transmitido por contato direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.

A febre manifesta-se por meio de hemorragias, vômitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre 25% e 90% e não é conhecida uma vacina contra a doença. O vírus foi detectado pela primeira vez em 1976 na República Democrática do Congo.

Fonte: Carta Capital

terça-feira, 29 de julho de 2014

Convivialidade com a maconha

Título Original: Bem-casado é coisa do passado: a nova moda nos casamentos é oferecer maconha

Buquê de casamento de Lauren Meisels e Bradley Melshenker: folhas de maconha ao lado de rosas MORGAN RACHEL LEVY / NYT

NOVA YORK — Este mês, quando Elle Epstein chegou ao rancho Devil’s Thumbe, em Tabernash, Colorado, para o casamento de seus amigos Lauren Meisels e Bradley Melshenker, ela, como outros convidados, encontraram um presente esperando no quarto do hotel. Mas ao invés de ser um guia de turismo da região ou um pote com mel feito na região, o embrulho contia um baseado, um isqueiro e um protetor labial feito de manteiga de manga e cannabis, além de um recado: “nós queremos te mostrar algumas das coisas que mais amamos”.


Ela soube então que o casamento no Colorado seria um pouco diferente dos que ela tinha comparecido no passado.

A boda dos Meisels e dos Melshenker parecia ter tirado sua inspiração não de uma revista sobre casamentos, mas da publicação pró-legalização “High Times”. Todos os arranjos florais, incluindo o buquê da noiva, continham uma variedade de flores misturadas com botões e folhas de maconha. Melshenker e seus padrinhos usavam lapelas feitas de corda e botões de maconha, e os três cachorros do noivo, que também compareceram à cerimônia, usavam coleiras feitas do mesmo material.

Antes do jantar começar, convidados receberam um broto de maconha em um pote de cerâmica com os seus nomes. As mesas foram nomeadas de acordo com diferentes tipos de maconha, como Blue Dream, Sour Diesel e Skywalker (a favorita do noivo). Elle Epstein, que estava sentada na Skywalker, disse que todo mundo na mesa, cujas idades variavam entre 40 e 70 anos, passaram adiante um espécie de cigarro eletrônico, que continha óleo de cannabis ao invés de nicotina.

— Não pareceu estranho ou bizarro. Ao invés disso, foi como uma forma de coquetel — diz ela.

Com a venda de marijuana legalizada para uso recreativo no Colorado e no estado de Washington, maconha e a sua parafernália estão se tornando comum em casamentos nesses estados, seja como brindes ou em narguilés.

Noivas e noivos, mesmo os que dizem que não fumam muito mas querem ser cordiais, estão dando aos convidados opções que vão muito além do vinho merlot ou chardonnay. Agora, o cardápio inclui cannabis como Tangerine Haze e Grape Ape.

— O uso de marijuana em casamentos saiu do armário — afirma a organizadora de festas Kelli Bielema, de Seattle. — Eu fiz um casamento recentemente em que havia uma caixinha com baseados dentro. Eles passavam e diziam, “aqui, aproveite”.

A escolha de fazer da maconha uma parte fundamental do casamento, senão central, foi praticamente inquestionável para Bradley Melshenker, de 32, e Lauren Meisels, de 34. Cannabis sempre teve um papel importante no relacionamento do casal, desde o começo. Lauren conheceu Melshenker em 2007, quando os dois viviam em Los Angeles. No primeiro encontro, eles fumaram um baseado juntos, e Lauren disse que estava procurando por um namorado que também fumasse. Cinco anos depois, o casal foi morar junto em Boulder, e abriram a Greenest Green, um centro de cultuivo de maconha, que eles recentemente venderam.

— A nossa vida toda nos últimos cinco anos foi maconha, maconha, maconha — conta Melshenker, que agora opera, ao lado da mulher, uma consultoria para interessados em abrir negócios relacionados à maconha e uma produtora de óleo de cannabis.
Muitos dos entusiatas da marijuana veem o alcóol como ultrapassado, uma droga à moda antiga cujo uso pode inflamar tensões familiares e levar as pessoas a falarem coisas horríveis, especialmente em casamentos. Em comparação, a maconha, eles defendem, ajuda a acalmar as pessoas e as fazerem a gostar mais uma das outras.

Antes de Jennifer e Chase Beck, de 27 e 24 anos, se casarem em maio, também no rancho Devil’s Thumb, eles discutiram brevemente se deveriam servir cupcakes com THC além dos tradicionais. O casal, que fundou o site Cannabase.io, acabou desistindo dos bolinhos, em parte porque era primavera, quando os rios estão repletos de neve e ursos estão saindo da hibernação — não exatamente o momento ideal para ficar chapado nas montanhas.
Porém, eles não hesitaram em servir baseados de uma erva chamada Space Cheese. Hoje, existem “budtenders” (espécie de “sommelier” que só trabalha com maconha ao invés de vinhos), para ajudar casais a encontrar a erva ideal para seu casamento. Bec Koop acaba de abrir um negócio, Buds and Blossoms em Alma, Colorado, em que aconselha aqueles que querem incluir maconha em seus pratos principais, saladas, buquês e lapelas. Koop acredita que os noivos devem escolher a folha do casamento com tanto cuidado quanto na escolha da música e das roupas. Algumas espécies ajudam a desinibir os convidados na pista de dança, enquanto outras relaxam até a mais nervosa das noivas.

— Se existem duas famílias que não estão tão felizes assim com a união, você pode encontrar uma erva que as façam mais eufóricas — sugere.

 Fonte: Ela vida

segunda-feira, 28 de julho de 2014

'Neodiscurso' sobre maconha: "a dependência é um problema relativamente menor"


Reprodução de Correio do Brasil

A prestigiada edição impressa do vetusto diário norte-americano The New York Times publicou, em editorial neste domingo, sua decisão de defender a legalização da maconha no país. A posição do NY Times funciona como uma pressão a mais para que o governo federal, que já autorizou a venda recreativa de maconha nos Estados de Washington e do Colorado, passe a descriminalizar o uso do cânhamo em todos os demais entes federativos.

“O governo federal deve revogar a proibição à maconha”, afirma o editorial, com todas as letras.

O NY Times pondera que “não há respostas perfeitas às preocupações legítimas da população sobre o uso da maconha”. “Mas também não há essas respostas sobre o tabaco ou o álcool, e nós acreditamos que, em todos os aspectos – efeitos para a saúde, impacto na sociedade e temas de ordem pública – a balança pende para o lado da legalização nacional”, pontua o jornal.

O diário norte-americano aponta, ainda, para as decisões sobre permitir a produção e o uso para fins medicinais ou recreativos se darão no nível correto: o estadual. Segundo o jornal, a posição editorial foi adotada “depois de uma grande discussão entre os membros do conselho editorial do Times, inspirado num movimento que vem se expandindo rapidamente entre os Estados por reformas das leis sobre maconha”.

Quase três quartos dos 50 Estados norte-americanos (34 e mais o Distrito de Columbia) já adotaram alguma mudança sobre o uso e a produção. O mais recente foi Nova York, que liberou, no último mês, a produção e o uso medicinal sob estritas regras. Para o NY Times, as evidências de que a dependência é um problema relativamente menor, especialmente se comparado ao álcool e ao tabaco, são “esmagadoras”. O jornal chama de “fantasiosos” os argumentos de que a maconha é uma porta de entrada para drogas mais perigosas.

“O uso moderado da maconha não parece colocar em risco adultos saudáveis”, afirma o jornal, que destaca defender a proibição do uso para menores de 21 anos.