segunda-feira, 28 de julho de 2014

'Neodiscurso' sobre maconha: "a dependência é um problema relativamente menor"


Reprodução de Correio do Brasil

A prestigiada edição impressa do vetusto diário norte-americano The New York Times publicou, em editorial neste domingo, sua decisão de defender a legalização da maconha no país. A posição do NY Times funciona como uma pressão a mais para que o governo federal, que já autorizou a venda recreativa de maconha nos Estados de Washington e do Colorado, passe a descriminalizar o uso do cânhamo em todos os demais entes federativos.

“O governo federal deve revogar a proibição à maconha”, afirma o editorial, com todas as letras.

O NY Times pondera que “não há respostas perfeitas às preocupações legítimas da população sobre o uso da maconha”. “Mas também não há essas respostas sobre o tabaco ou o álcool, e nós acreditamos que, em todos os aspectos – efeitos para a saúde, impacto na sociedade e temas de ordem pública – a balança pende para o lado da legalização nacional”, pontua o jornal.

O diário norte-americano aponta, ainda, para as decisões sobre permitir a produção e o uso para fins medicinais ou recreativos se darão no nível correto: o estadual. Segundo o jornal, a posição editorial foi adotada “depois de uma grande discussão entre os membros do conselho editorial do Times, inspirado num movimento que vem se expandindo rapidamente entre os Estados por reformas das leis sobre maconha”.

Quase três quartos dos 50 Estados norte-americanos (34 e mais o Distrito de Columbia) já adotaram alguma mudança sobre o uso e a produção. O mais recente foi Nova York, que liberou, no último mês, a produção e o uso medicinal sob estritas regras. Para o NY Times, as evidências de que a dependência é um problema relativamente menor, especialmente se comparado ao álcool e ao tabaco, são “esmagadoras”. O jornal chama de “fantasiosos” os argumentos de que a maconha é uma porta de entrada para drogas mais perigosas.

“O uso moderado da maconha não parece colocar em risco adultos saudáveis”, afirma o jornal, que destaca defender a proibição do uso para menores de 21 anos.






Nenhum comentário:

Postar um comentário