Mostrando postagens com marcador Maconha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maconha. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

São quantos os minutos de fama da maconha?


Não tem para onde fugir. A maconha não quer sair de pauta. Os grupos defensores da legalização - liberação, regulamentação, descriminalização... - vem pautando a mídia e a mídia vem pautando a sociedade em geral. De qualquer forma, um passo decisivo já foi dado: a maconha estar em pauta. A discussão agora é inevitável. E não são mais cinco ou quinze minutos de fama. O resultado é a exigência da sociedade civil de posições institucionais, além da posição oficial (estatal).  A seguir, mais duas curiosidades dos últimos dias sobre a maconha, inclusive uma receita da culinária cannabis. Não deixe de ler! Algumas postagens anteriores a esta também abordam o tema - Do autor (Kayc Pereira).

Título original: Sinal verde suspeito

Reprodução: Twitter

As temperaturas no hemisfério norte não estão tão altas assim mas muitos milaneses acharam que estavam tendo visões ao atravessar algumas ruas na zona sudoeste da cidade. Uma folha de maconha verdinha lampejava quando o semáforo indicava que era hora dos pedestres passar.

Alucinação? Não! Provavelmente uma brincadeira de algum militante pró-cannabis que engenhosamente colocou um adesivo da erva no sinal que imediatamente virou sensação nas redes sociais. No começo do ano, Barcelona, na Espanha, também foi invadida pelas folhinhas. A prefeitura de Milão acredita que a "moda" já tenha se estendido por outras ruas da cidade. É o que se pode chamar de sinal proibido!

Fonte: Ela



Título original: Maconha na mesa

comida-maconha
Michael Bothager

Foi num dia qualquer 16 anos atrás que Jessica Catalano, então uma menina, bem antes de sua torta de limão com manteiga de maconha (da variedade Lemon Kush) ganhar as páginas de um livro, provou Cannabis pela primeira vez. E que bela surpresa! O baseado, fumado na casa de uma amiga, aliviou a enxaqueca que a perseguia havia anos, logo substituindo as pílulas e seus efeitos colaterais. Só não passou pela cabeça da garota comer o remédio – não antes de sentir o aroma peculiar vindo daquela cozinha meses depois: a mãe da amiga fazia brownies “batizados”, que se mostrariam deliciosos ( e eficientes). “Fiquei curiosa”, lembra a ativista. Por que não comer em vez de fumar? A dieta evitaria o cheiro e a tosse e a ação analgésica seria a mesma. Começava sua era de brownies “canábicos”.

Em 2007, Catalano mudou-se para o Colorado da erva legalizada. “Foi a maior bênção da minha vida.” E passou a pesquisar variedades de maconha e seus métodos de extração, sabores e aromas. Geneticamente trabalhada, a erva dá origem a cepas com nomes que refletem a vocação: Chocolate Chunk, Grape Sorbet, Mango Kush, Mother of Berries, Lime Haze... Experimentando, ela aprendeu o que agradava tanto à cabeça quanto ao estômago. E decidiu dividir sua expertise abraçando a nova tendência do mercado editorial americano. The Ganja Kitchen Revolution está à venda na Amazon, com dezenas de outras publicações voltadas para a “culinária canábica”, que já ganham as livrarias em volumes específicos: assados, sobremesas, bebidas.
  

terça-feira, 29 de julho de 2014

Convivialidade com a maconha

Título Original: Bem-casado é coisa do passado: a nova moda nos casamentos é oferecer maconha

Buquê de casamento de Lauren Meisels e Bradley Melshenker: folhas de maconha ao lado de rosas MORGAN RACHEL LEVY / NYT

NOVA YORK — Este mês, quando Elle Epstein chegou ao rancho Devil’s Thumbe, em Tabernash, Colorado, para o casamento de seus amigos Lauren Meisels e Bradley Melshenker, ela, como outros convidados, encontraram um presente esperando no quarto do hotel. Mas ao invés de ser um guia de turismo da região ou um pote com mel feito na região, o embrulho contia um baseado, um isqueiro e um protetor labial feito de manteiga de manga e cannabis, além de um recado: “nós queremos te mostrar algumas das coisas que mais amamos”.


Ela soube então que o casamento no Colorado seria um pouco diferente dos que ela tinha comparecido no passado.

A boda dos Meisels e dos Melshenker parecia ter tirado sua inspiração não de uma revista sobre casamentos, mas da publicação pró-legalização “High Times”. Todos os arranjos florais, incluindo o buquê da noiva, continham uma variedade de flores misturadas com botões e folhas de maconha. Melshenker e seus padrinhos usavam lapelas feitas de corda e botões de maconha, e os três cachorros do noivo, que também compareceram à cerimônia, usavam coleiras feitas do mesmo material.

Antes do jantar começar, convidados receberam um broto de maconha em um pote de cerâmica com os seus nomes. As mesas foram nomeadas de acordo com diferentes tipos de maconha, como Blue Dream, Sour Diesel e Skywalker (a favorita do noivo). Elle Epstein, que estava sentada na Skywalker, disse que todo mundo na mesa, cujas idades variavam entre 40 e 70 anos, passaram adiante um espécie de cigarro eletrônico, que continha óleo de cannabis ao invés de nicotina.

— Não pareceu estranho ou bizarro. Ao invés disso, foi como uma forma de coquetel — diz ela.

Com a venda de marijuana legalizada para uso recreativo no Colorado e no estado de Washington, maconha e a sua parafernália estão se tornando comum em casamentos nesses estados, seja como brindes ou em narguilés.

Noivas e noivos, mesmo os que dizem que não fumam muito mas querem ser cordiais, estão dando aos convidados opções que vão muito além do vinho merlot ou chardonnay. Agora, o cardápio inclui cannabis como Tangerine Haze e Grape Ape.

— O uso de marijuana em casamentos saiu do armário — afirma a organizadora de festas Kelli Bielema, de Seattle. — Eu fiz um casamento recentemente em que havia uma caixinha com baseados dentro. Eles passavam e diziam, “aqui, aproveite”.

A escolha de fazer da maconha uma parte fundamental do casamento, senão central, foi praticamente inquestionável para Bradley Melshenker, de 32, e Lauren Meisels, de 34. Cannabis sempre teve um papel importante no relacionamento do casal, desde o começo. Lauren conheceu Melshenker em 2007, quando os dois viviam em Los Angeles. No primeiro encontro, eles fumaram um baseado juntos, e Lauren disse que estava procurando por um namorado que também fumasse. Cinco anos depois, o casal foi morar junto em Boulder, e abriram a Greenest Green, um centro de cultuivo de maconha, que eles recentemente venderam.

— A nossa vida toda nos últimos cinco anos foi maconha, maconha, maconha — conta Melshenker, que agora opera, ao lado da mulher, uma consultoria para interessados em abrir negócios relacionados à maconha e uma produtora de óleo de cannabis.
Muitos dos entusiatas da marijuana veem o alcóol como ultrapassado, uma droga à moda antiga cujo uso pode inflamar tensões familiares e levar as pessoas a falarem coisas horríveis, especialmente em casamentos. Em comparação, a maconha, eles defendem, ajuda a acalmar as pessoas e as fazerem a gostar mais uma das outras.

Antes de Jennifer e Chase Beck, de 27 e 24 anos, se casarem em maio, também no rancho Devil’s Thumb, eles discutiram brevemente se deveriam servir cupcakes com THC além dos tradicionais. O casal, que fundou o site Cannabase.io, acabou desistindo dos bolinhos, em parte porque era primavera, quando os rios estão repletos de neve e ursos estão saindo da hibernação — não exatamente o momento ideal para ficar chapado nas montanhas.
Porém, eles não hesitaram em servir baseados de uma erva chamada Space Cheese. Hoje, existem “budtenders” (espécie de “sommelier” que só trabalha com maconha ao invés de vinhos), para ajudar casais a encontrar a erva ideal para seu casamento. Bec Koop acaba de abrir um negócio, Buds and Blossoms em Alma, Colorado, em que aconselha aqueles que querem incluir maconha em seus pratos principais, saladas, buquês e lapelas. Koop acredita que os noivos devem escolher a folha do casamento com tanto cuidado quanto na escolha da música e das roupas. Algumas espécies ajudam a desinibir os convidados na pista de dança, enquanto outras relaxam até a mais nervosa das noivas.

— Se existem duas famílias que não estão tão felizes assim com a união, você pode encontrar uma erva que as façam mais eufóricas — sugere.

 Fonte: Ela vida

segunda-feira, 28 de julho de 2014

'Neodiscurso' sobre maconha: "a dependência é um problema relativamente menor"


Reprodução de Correio do Brasil

A prestigiada edição impressa do vetusto diário norte-americano The New York Times publicou, em editorial neste domingo, sua decisão de defender a legalização da maconha no país. A posição do NY Times funciona como uma pressão a mais para que o governo federal, que já autorizou a venda recreativa de maconha nos Estados de Washington e do Colorado, passe a descriminalizar o uso do cânhamo em todos os demais entes federativos.

“O governo federal deve revogar a proibição à maconha”, afirma o editorial, com todas as letras.

O NY Times pondera que “não há respostas perfeitas às preocupações legítimas da população sobre o uso da maconha”. “Mas também não há essas respostas sobre o tabaco ou o álcool, e nós acreditamos que, em todos os aspectos – efeitos para a saúde, impacto na sociedade e temas de ordem pública – a balança pende para o lado da legalização nacional”, pontua o jornal.

O diário norte-americano aponta, ainda, para as decisões sobre permitir a produção e o uso para fins medicinais ou recreativos se darão no nível correto: o estadual. Segundo o jornal, a posição editorial foi adotada “depois de uma grande discussão entre os membros do conselho editorial do Times, inspirado num movimento que vem se expandindo rapidamente entre os Estados por reformas das leis sobre maconha”.

Quase três quartos dos 50 Estados norte-americanos (34 e mais o Distrito de Columbia) já adotaram alguma mudança sobre o uso e a produção. O mais recente foi Nova York, que liberou, no último mês, a produção e o uso medicinal sob estritas regras. Para o NY Times, as evidências de que a dependência é um problema relativamente menor, especialmente se comparado ao álcool e ao tabaco, são “esmagadoras”. O jornal chama de “fantasiosos” os argumentos de que a maconha é uma porta de entrada para drogas mais perigosas.

“O uso moderado da maconha não parece colocar em risco adultos saudáveis”, afirma o jornal, que destaca defender a proibição do uso para menores de 21 anos.